Egberto Gismonti


Nascido no Rio de Janeiro em 1947, Egberto Amin Gismonti começou seus estudos ao piano no Conservatório de Música da cidade de Nova Friburgo muito cedo. Com o tempo e de maneira autodidata, aprendeu a tocar instrumentos como a flauta, mas principalmente o violão, que o acompanha por toda a carreira. Interessou-se pela pesquisa da música popular e folclórica brasileira, chegando a passar uma temporada vivendo com os índios no Xingu.

Em 1968, viajou para Paris para estudar com os compositores Nadia Boulanger e Jean Baraqué. No Brasil participa do 3º e do 4º Festival Internacional da Canção, respectivamente com as composições O Sonho (1968) e Mercador de Serpentes (1969). Os anos 80 foi o período de maior produção e ritmo criativo, gravando diversos discos e ampliando suas experiências com a música indiana e a erudita, o jazz, além de aprofundar antigas parcerias e realizar novas.

Gravou 15 discos entre 1977 e 1993 para o selo norueguês ECM, dez dos quais lançados no Brasil pela BMG em 1995. É um dos primeiros artistas brasileiros a tornar-se proprietário das matrizes de seus discos. No início do século XXI diminui o lançamento de discos, mas continua em plena atividade na gravadora que funda, a Carmo.

Recentemente sua obra passou a ser gravada maciçamente por outros instrumentistas. Algumas peças do disco "Alma", de 1987, tornaram-se hits, como "Palhaço" e "Loro". Além das atividades com gravação e espetáculos, faz inúmeras trilhas sonoras para teatro, cinema, balé e especiais de TV. Em 2018, será homenageado no V Festival de Música Brasileira Contemporânea.



Citações sobre o compositor



“Um dos mais representativos nomes da música instrumental contemporânea do mundo. É dono de uma obra vastíssima e de uma riqueza ímpar.”
Mimo Festival (Portugal)

“Um dos músicos brasileiros mais conhecidos no exterior, multi-instrumentista virtuoso, compositor gravado por orquestras ao redor do mundo, arranjador e grande impulsionador da derrubada de fronteiras entre as tradições popular e erudita — tem parte da sua programação bem definida.”
O Globo (Rio de Janeiro)

"A música brasileira tem uma série de artistas que tornam tênue e diluída a fronteira entre o erudito e o popular. Um dos exemplos mais constantes e consistentes é o carioca Egberto Gismonti."
(Itaú Cultural)

"Sua ampla formação musical, a condição de multi-instrumentista e as experiências com diversas tradições o colocam numa encruzilhada de onde partem e para onde convergem vários caminhos e alternativas."
Folha de S. Paulo (São Paulo)

Galeria de fotos do compositor

 



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