Ronaldo Miranda


Nascido no Rio de Janeiro, em 1948, Ronaldo Miranda estudou Composição com Henrique Morelenbaum e Piano com Dulce de Saules, na Escola de Música da UFRJ. Começou sua carreira como crítico de música do Jornal do Brasil e intensificou seu trabalho como compositor a partir de 1977, quando obteve o 1º Prêmio no Concurso de Composição para a II Bienal de Música Brasileira Contemporânea da Sala Cecília Meireles, na categoria de música de câmera. Um ano depois, foi selecionado para representar o Brasil na Tribuna Internacional de Compositores da Unesco, em Paris.

A Associação de Críticos de Arte de São Paulo (APCA) considerou suas Variações Sinfônicas a melhor obra orquestral de 1982 e no decorrer dos anos recebeu inúmeros prêmios em concursos de composição, como a Bolsa Vitae de Artes para compor a ópera Dom Casmurro e o Troféu Carlos Gomes de melhor compositor do ano.
O compositor também participou de festivais internacionais em mais de quinze países e inúmeras peças de sua autoria estão gravadas por vários selos representativos e muitas delas foram comissionadas por importantes instituições, como o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Organização dos Estados Americanos.

Ronaldo Miranda compôs, por encomenda do Ministério da Cultura, a Sinfonia 2000, em comemoração aos 500 anos do Descobrimento do Brasil. Foi o compositor homenageado do III FMCB (Festival de Música Contemporânea Brasileira) e atualmente, é professor de Composição do Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.


Citações sobre o compositor



“O Canticum Itineris, de Ronaldo Miranda, escrito para o Quadro Cervantes, é um caleidoscópio sedutor de técnicas antigas e modernas, onde não faltam pontos de referência para o ouvinte comum, ao mesmo tempo que se introduz a linguagem contemporânea... Talvez se pudesse recordar, a esse respeito, o que Stravinsky andou fazendo em matéria de pastiche...”.
Jornal do Brasil (Rio de Janeiro)

“Villa-Lobos’ volcanic Rudepoema was a tour de force and Ronaldo Miranda’s Prologue, Discourse and Reflection (first european performance) sounded as if written with the pianist’s particular gifts in mind”
The Daily Telegragh, London (Inglaterra).

“Ronaldo Miranda teve uma experiência prévia no campo da ópera : um excepcional Dom Casmurro, de 1992, então protagonizado por Paulo Fortes. A excelente Banda Sinfônica do Estado de São Paulo encomendou agora a ele ‘A Tempestade’, inspirada em Shakespeare. A partitura, impulsionada pelo fluxo poético, é convincente, dramática, cuidada e justa nos detalhes. Maravilhoso o modo como a orquestração, baseada nos instrumentos de sopro que constituem a banda sinfônica, se casa com as vozes, aclimatando personagens, sejam eles cômicos, aéreos, exaltados ou violentos”
Folha de São Paulo (São Paulo)

Galeria de fotos do compositor

 



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